terça-feira, 13 de novembro de 2012
Menina de Cinema
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Vai e vem
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Salto ao solstício
domingo, 28 de outubro de 2012
Festa da vida
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Verdade Primeira
Investigo-me a consciência.
Livra-me do amanhecer, noite das dúvidas.
Reforma-me em sons agudos e timbres harmoniosos.
Ah, dúvida dos homens,
Construam homens sem dúvidas.
Questionar-me em minha guerra
É realizar-me de paz e verdade
E encher-me do terror do conhecimento.
Conhecer dá medo,
Mais medo é não conhecer o medo.
Paz ou guerra?
Escolho ambas como minha cama.
Estar em paz por conhecer,
Estar em guerra com o revelado.
E assim me sinto em campo,
Em uma paz em estado permanente
E uma guerra em estado latente.
A guerra dos homens é não conhecer,
A paz do espírito é não conhecer a ignorância,
Apenas a calmaria da verdade.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
A falta da pele
Os versos mentirosos contaram ser a tristeza coisa triste
Mal sabia os poetas charlatões
Que a saudade é tristeza pior que a tristeza
É mal pior que a doença
Me assombras a falta de forma peculiar
Em um aperto no ventre
Em um pensamento pragmático
E um delírio das razões
Benzinho, as noites sem ti nem noite são
Me fazes falta o toque
O olho
A mente
A maneira
E o beijo
As noites sem ti são, no máximo, só noites
Sem tantas alegrias
Com quase nenhuma vontade.
Despidas de desejo
E pobres de festa
A saudade é bactéria
Contamina-me de tristeza
De vontade do que não posso
De saudade das tuas posses
Das tuas ordens
Das tuas vontades fúteis de segurar minha mão
Eu mal consigo pensar
Sou ralo em inspirações
Raso em poesia
És o fermento da minha criatividade
Os versos que componho em pura exaltação do amor
És o amor em si
Por isso amo o amor
És a presença
Por isso não vivo sem está
És meu infinito que busca o seu começo
És um começo já dado, mas que pressente a sua verdadeira largada
Começaste breve, em oito dias
Retumbaste grave em um ano
E reverberarás por toda a minha vida.
sábado, 8 de outubro de 2011
Homem, Mundo
Ah, Deus
Me orgulho dos vastos céus sem azul
Dos mares agitados e sem piedade
Das terras chacoalhantes e indignas
Me orgulham também as flores mansas e inocentes
O asfalto negro e resignado
As arvores que questão nenhuma fazem de se mexer
Assim me regozija a paixão
Sem calma nem paciência
Sem imagem nem decência
Da mesma forma o amor
Paciente e desprendido
Sem avidez nem possessão
Lento e etéreo como os ventos
Somos seres como a natureza
Violentos e pacíficos
Ingratos e agradecidos
Subjugados a dor e a alegria
Eivados por esperança e desespero.